domingo, janeiro 25, 2009

Raio de sol

Olho a minha sombra a dançar na parede e me dou conta que esta podia ser a sombra de qualquer uma, e que é fato esta é a sombra de qualquer uma.
Eu sou qualquer uma.
Qualquer garota de 20 e poucos anos.
Gosto dos homens que pertencem ao mundo dos fodidos, mundano. Daqueles que são tomados pelos pecado venais e paraísos artificiais, e que irão se apaixonar por todas aquelas que ainda não possuíram, apenas para as possuir, e que depois deste “amor” elas, sim, elas e não eles, sim acabarão sozinhas.
Sempre o mesmo cenário triste, abandonado e quase sinistro.
Tento ir ao encontro de um sorriso, mas só as lagrimas eu vejo.
A vida inteira a gente vai sempre se ver. Pensei que era isto que ele queria dizer quando me chamou de amiga, e não de amante.
Mas o que são as amigas? E as amantes? E a diferença entre elas, será mesmo que existe?
E quase me habituei a sonhar a seu lado nas noites que nunca passamos juntos, como se aquela cama fosse de fato minha.
E agora eu só espero saber de suas historias, ate mesmo por você, onde a vedete principal já não sou eu!
E as ruas desertas, e calçadas molhadas, a xícara de chá com mel vazia, a chuva pela janela, ir tarde para a cama, sonhar acordada, gravar frases prontas, e nunca ditas.
Não, não consigo mais dormir, tenho esta agonia e ardor no peito.
O potinho de pílulas azuis ao meu lado, com o fim se aproximando, como eu e como você.
Minhas pernas adormecem, e eu não quero ficar sozinha, e não quero ver ninguém.
Quero falar e quero escutar vozes. Quero guardar tudo isto para mim.
A verdade se torna verdadeiramente clara e eu já ao quero mais saber, estou apenas esgotada e pouco me lixando.
A cabeça dói. A consciência fala, mas eu sou surda. Eu me faço de surda.
Foi só apenas mais um dia, um dia que passou sozinho, e ontem, ontem já nem existe mais, quiçá uma semana.
Sim, eu fiz um aborto.
E não matei só você.
Matei aquilo que você deixou dentro de mim, e o que sobrou de mim.
Da minha vontade, das minhas conquistas, da minha esperança, da minha vida.
O pouco que não havia sido consumido por aquela maldita doença que meus pais cismam em acreditar e culpar, e que me fez levar a vida assim, com tantas desculpas, e fugas.
E você já é pai. E eu quase já fui mãe.
Os óculos sempre no rosto, escondem meus olhos vermelhos, que já não agüentam as tantas mudanças bruscas de humor.
E eu não quero o dinheiro! Que se dane o dinheiro! Mas seria fantástico.
Tenho crises histéricas, grito, berro, choro. E tomo remédio para dormir.
E penso, como pensei da ultima vez:
- Este é só para transar. No começo era. Naquela noite era.
Já no segundo dia, já comecei a pensar no – Vamos ver no que isto vai dar.
E estava na cara que não daria em nada.
E às vezes eu penso que me importo.
Outras tantas, não estou nem ai.

Um comentário:

Eliana disse...

O que esta acontecendo??????????
Estou super preocupada??????????
Me liga, por favor.!!!!!!!!!!!!!
Não gostei de na da que escreveu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fiquei super triste.